Medina, Italo e Toledo: trio consolida domínio brasuca na WSL

“É tudo nosso!”. Foi com esse e outros gritos que Filipe Toledo comemorou a sua vitória e a de Tatiana Weston-Webb em Margaret River ao lado dos outros surfistas brasileiros que integram a elite do esporte na última segunda. Em uma celebração que reuniu os 12 representantes do país na Liga Mundial de Surfe (WSL), em um pub da pacata cidade do Oeste da Austrália, os antigos “penetras” mostraram que hoje são os donos da festa.

Depois de quatro etapas disputadas na temporada 2021, Gabriel Medina, Italo Ferreira e Filipe Toledo somam uma vitória cada um e se isolaram nas três primeiras posições do ranking. Algo muito parecido com o que aconteceu na última temporada. E, assim como em 2019, a principal ameaça a esse domínio verde-amarelo está fora por tempo indeterminado. O havaiano John John Florence sofreu uma lesão no joelho e não vai disputar a próxima etapa, que começa neste sábado, em Rottnest Island, também no Oeste da Austrália.

Há 10 anos, desde que Medina estreou na elite, poucos poderiam imaginar que o Brasil assumiria esse protagonismo que antes pertencia a americanos e australianos. Esse domínio tem sido confirmado não só pelos quatro títulos mundiais do Brasil (dois de Medina, um de Mineirinho e um de Italo) desde 2014, mas também pelas inúmeras vitórias e finais disputadas por brasileiros. Algo que não era comum antes da chegada dessa geração.

Nesses últimos 10 anos, Medina é o surfista que coleciona mais vitórias (15) no tour, seguido por Filipinho (9), enquanto Italo e John John estão empatados com 7 cada um.

Faltando ainda cinco etapas antes da WSL Finals, que reunirá os cinco melhores sufistas dos rankings masculino e feminino, fica difícil acreditar que Filipinho, Italo e Medina não estarão no evento que decidirá o campeão mundial de 2021 em um inédito mata-mata em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), em setembro.

Também fica claro que Medina e Italo, atuais números 1 e 2 do mundo, têm tudo para brigar por uma inédita medalha de ouro para o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, a partir do dia 23 de julho, assim como Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima no feminino.

A única coisa para se lamentar nesse grande momento do surfe brasileiro é que cada país só poderá levar no máximo dois homens e duas mulheres para as Olimpíadas. Porque, se Filipinho pudesse ir com Italo e Medina para Tóquio, não seria algo fora da realidade um pódio todo verde-amarelo no Japão.

Confira o top-5 do ranking de 2021 após 4 etapas:
1 – Gabriel Medina (BRA) – 28.920 pontos
2 – Italo Ferreira (BRA) – 24.150
3 – Filipe Toledo (BRA) – 20.735
4 – John John Florence (HAV) – 19.395
5 – Jordy Smith (AFS) – 19.185

Fonte: GE

Postado em 11 de maio de 2021